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COLEÇÃO RITO

A passagem

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​​​Depois de reconhecer, é preciso atravessar.

Há um momento em que sentir deixa de ser suficiente.

Começamos a perguntar.

A observar de outra maneira.

A perceber que determinadas experiências da vida não são apenas acontecimentos.

São passagens.

É desse território que nasce Rito.

No atelier, esta coleção exige-nos outra profundidade.

Sentamo-nos, pensamos o símbolo, estudamos a sua linguagem e conversamos sobre aquilo que ele poderá significar quando deixar as nossas mãos e entrar na vida de outra pessoa.

Não queremos reproduzir símbolos como decoração.

Queremos compreendê-los suficientemente para os tratarmos com respeito e lhes darmos uma expressão verdadeiramente nossa.

É talvez aí que reconhecemos a nossa missão enquanto autores: não dizer às pessoas aquilo em que devem acreditar, mas criar matéria capaz de despertar perguntas que valha a pena levar consigo.

Desde as culturas mais antigas, o ser humano criou ritos para assinalar aquilo que não queria deixar passar despercebido: nascimento, maturidade, união, perda, transformação, pertença, morte e recomeço.

O rito separa um antes de um depois.

Não porque altere magicamente o mundo, mas porque transforma a consciência com que o atravessamos.

Nós, com Kairós, recuperamos essa ideia de forma contemporânea.

Cada peça desta coleção nasce de uma construção simbólica mais profunda. A matéria deixa de ser apenas matéria; a forma deixa de ser apenas ornamento.

Símbolos, geometrias, mecanismos, pedras e marcas do tempo encontram-se para criar pequenos territórios de significado.

Não oferecemos respostas absolutas.

Não prometemos poderes.

Criamos símbolos.

E um símbolo verdadeiro não nos diz aquilo que devemos pensar.

Faz-nos pensar.

Rito representa, por isso, o segundo movimento do caminho Kairós: a passagem da perceção para a consciência.

Aquilo que em Essência foi pressentido começa agora a ser interrogado.

Quem sou quando retiro aquilo que é acessório?

O que escolho conservar?

O que chegou o momento de abandonar?

Que significado dou ao tempo que me foi dado?

Aqui, Kairós já não é apenas o instante que nos toca.

É o instante que aceitamos atravessar conscientemente.

Porque existem momentos em que a vida muda.

E existem outros, talvez ainda mais importantes, em que somos nós que mudamos a maneira de olhar para ela.

DESCUBRA O RITO 

para quem procura para além da forma.

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